Mostrando postagens com marcador Saudades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saudades. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A parte Bruna de mim que não me deixa mentir.



Posso até tentar ser sensata. legal e bacaninha. Mas não sou.
Embora eu tente ser boa, e não boba, às vezes erro nesse caminho.
Tenho mudanças constantes, mas nada que mude muito, que seja extraordinário, que saia de mim.
Por um lado é bom ser a mesma, mas por outro é difícil se manter.
Aprendi falsidade com pessoas falsas, e pratico com elas.
Aprendi amizade na hora da dificuldade, do abandono, da necessidade,
e procuro manter os amigos por perto sempre.
Sou meio desnaturada, não sei organizar meu tempo, e quase não tenho tempo pra nada. E vivo assim.
Sinto falta da mãe todos os dias (ela é viva), depois do casamento todos os dias são assim.
Desisti do meu pai, e da vontade de me aproximar dele.
Tenho novos projetos, alguns colocando em prática, outros só sonhos.
Me permito sonhar, voar, comer nuvens de algodão.
A queda às vezes é grande, e muitas das vezes dói, mas vale a pena.
Nada que fiz até hoje permitiu voltar atrás, mas aprendi que a vida é assim.
Cometi erros, cometo erros, cometerei erros.
Nada combina mais comigo do que branco e rosa.
Clichê.
Vida.
Mas tem um lado Bruna que não me deixa mentir: sou assim.

terça-feira, 19 de março de 2013

A falta que você me faz

Naqueles dias de frios em que dá vontade de tomar leite com canela bem quentinho.
Ou naqueles dias de raiva que preciso de alguém pra desabafar.

Sinto sua falta nas hora de comprar roupas:
quem fala comigo sinceramente que estou gorda?!

Sinto sua falta na hora que vejo alguma bagunça,
quando faço alguma coisa que você iria considerar errado.
Sinto falta das suas puxadas de orelha.

Sinto sua falta durante filmes de amor, comédias, e suspense.
Quem chora, quem ri, quem se assusta comigo?

Sinto falta dos papos sobre homem, 
falar um "tiquim" da vida dos outros,
dos almoços juntas, dos sonhos e projetos,
dos pés de galinha que grudam na mão. (só você sabe fazer)

Sinto falta dos conselhos sobre a vida, sobre o amor, sobre tudo.
Sinto falta das chatices.

Das cartinhas com desabafos,
das brigas bobas por ciúmes.

Sinto falta de pintar seu cabelo, cortar, escovar, pranchar, rs.
Sinto muita falta do nossos momentos mulherzinhas,
fazendo unha, experimentado dezenas de roupas, rindo.

Sinto falta do seu colo quando preciso chorar,
ninguém nunca me entendeu assim.
Sinto falta de você.

Mãe, depois que casei,
só Deus sabe a falta que você me faz.


Isso que dá se BFF da mãe!



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Desabafo!

Pai,  faz mais de um ano que não nos falamos. E isso que dizer que não nos vemos, e nem fazemos contatos por telefone ou mensagem de texto. Fico sabendo do senhor através da boca de outras pessoas, mas são coisas vagas; eu realmente não sei se o senhor está bem. Desde a proximidade do meu casamento rompemos contato; e até hoje você não me viu casada e nem veio na minha casa, nem na porta, nem por curiosidade.
Eu sinto sua falta. Embora eu nunca vou admitir isso pra o senhor, eu sinto muito a sua falta mesmo. Sinto falta das sua brincadeiras, das suas conversas sem nexos, dos seus sonhos de riqueza, das suas “mentiras” deslavadas, do seu jeito.
Quando vejo pais com outras meninas nas ruas, lembro do tanto que a gente saía, dos domingos na feira de carro, dos picolés que o senhor comprava. Lembro quando me carregava no colo quando eu fazia pirraça, e quando me zuava falando que eu ia construir um rio de lágrimas de tanto chorar.  Lembro dos seus carinhos comigo e de como você puxava saco do Diego e como  isso me matava de ciúmes.
Lembro da sua fascinação por carros, e também que até hoje não conheço seu carro novo. Lembro quando você chorou quando me viu depois de muito tempo longe, mas mesmo assim a gente se comunicava por cartas.
 
Pai quando foi a última vez que a gente se comportou como pai e filha?  Quando foi a última vez que almoçamos juntos? Quando foi a última vez que você me deu a benção?
Eu sinto sua falta quando vou dormir, quando acordo e quando realizo alguma coisa importante. Senti sua falta no me casamento, no natal e na passagem do ano passado, no meu aniversário e na minha formatura. Sinto sua falta agora.
Choro às vezes pensando em você, lembrando o quanto que a gente era ligado, o tanto que éramos amigos, e como a gente se dava bem.
Eu cresci pai e sinto falta de um pai.  Tenho medo que a vida nos deixe distante assim pra sempre, até que chegue o nosso fim, e eu nunca tenha tenha coragem de dizer o que eu realmente sinto no meu coração.
Me perdoa por ter um orgulho enorme e nunca te enviar e nem te falar sobre isso.
 
 
Eternamente,
Sua Bruna Gabriela tagarela, cara de panela.
 
PS: :(
 
 
 
 

 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sem razões

Poderia ter passado o dia pensando no que escrever...
se tudo estivesse perfeito.
Poderia ter simplesmente me colocado em frente ao computador...
se o tempo tivesse passado mais devagar.
Poderia ter jogado meus dedos  frenéticos no teclado...
se fosse em um momento de raiva.
Poderia ter colocado música...
se o problema fosse só o silêncio da minha casa.
Poderia ter ligado a TV na hora da novela...
se quisesse ouvir um diálogo.
Poderia ter saído pela rua e sido banhado pelos raios de sol...
se a minha alma estivesse precisando de luz.
Poderia ter caído de cabeça...
apenas se eu tivesse me lembrado que Jesus me "dá asas".
Poderia ter dito ser crise de adolescente...
se não estivesse na fase adulta.
Poderia pegar o telefone e ligar pra quem eu sinto saudade...
se não fosse o orgulho que me dói por assumir essa vontade.
Poderia chorar...
se as lágrimas colocassem pra fora tudo que me engasga, sufoca e amarga.
Poderia ter percorrido o mundo em um minuto...
se estivesse em jogo a vida de quem amo.
Poderia ter parado e pensado por dois minutos...
se tivesse apenas duas coisas na minha cabeça pra serem resolvidas.
Poderia parar de pensar em tudo o que poderia ter feito...
se estiver resolvido "poder".



Posso orar.
Vou orar.
A fé remove montanhas.










segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Para uma garota vencedora.




Quando tinha 16 anos, estava passando por uma fase difícil da minha vida, estava tendo diversos conflitos internos, mudanças de humor e falta de características na personalidade. Brigava demais com minha mãe, tinha complexos de inferioridade, etc.
Para me salvar disso, minha mãe me deu um livro chamado "Para uma garota vencedora". Aparentemente infantil, o livro era todo rosinha, cheio de brilhos e desenhos.
Não sabia que 60 página poderiam mudar a minha vida. 
Quando ganhei, me recordo que comi o livro, li desesperadamente cada página. Mas me exigia calma. É uma livro interativo. Você tem que ler, pensar e responder as coisas nele mesmo. E isso me deixava ainda com mais ansiedade para terminar.
Terminei, e com isso me tornei uma nova mulher. Aprendi a contornar melhor meus conflitos internos.

Agora ao 22 anos, casada, feliz, me deu saudades de ler o que havia escrito naquelas linhas, mas não fazia a mínima ideia de onde o livro havia ido parar. Busquei ajuda com minha mãe e encontramos. CHOREI! Quando vi aquela capa rosa brilhante, me lembrei daquele momento da minha vida, e de como havia sido difícil e como aquele livro tinha me ajudado.
Comi o livro novamente, percebi que um dos maiores sonhos que havia relatado lá, eu já realizei. Me senti feliz, e ao mesmo tempo me senti impotente. 
Aquela Bruna com 16 anos ainda existe em mim, ainda tenho alguns dos mesmos sonhos que ainda não realizei, as mesmas vontades. CHOREI novamente.
Isso tudo me inspirou a rever a minha vida e responder novamente os perguntas do livro, para daqui há uns 6 eu possa novamente voltar a essa época e saber quais sonhos e conflitos moviam o meu coração.






terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Chorei...

E me deu uma saudade de casa...
Aquela sensação de perda tremenda,
aquela dor no peito, pensando que este estado não era provisório.


Estava eu naquele quarto, com aquela cama enorme, sozinha.
Me isolando do resto do mundo que estava na sala.
Chorei.


Queria por um minuto estar naquela cama estreita,
com aquela TV pequena, ouvindo gritos e mais gritos, para tentar controlar as crianças.
Queria aquele travesseiro velho,  aqueles velhos cobertores, e lençóis.


Queria por um minuto, um beijo de irmã, uma rejeição de irmão.
Um cala boca Bruna de um pai...
E um um eu te amo, seguido de um beijo de boa noite de uma Mãe.


Porque:
Quando escolhemos uma coisa maravilhosa, temos que abrir de coisas maravilhosas?




Ps: Essas são algumas dificuldades de casar quando a casa era boa, e sua mãe é sua melhor amiga.







quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Toda hora...












... me pego com os olhos cheios de água de 
SAUDADES 
de vocês.







e isso me machuca. 
:(