Mostrando postagens com marcador Ansiedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ansiedade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Aceitação

Algumas pessoas acham que tudo aconteceu em um belo dia ou da noite para o dia. Mas nada na vida da gente acontece em um piscar de olhos. 
Tudo começou com o olhar de alguém, e esse alguém não era eu. Diego meu marido (que me conheceu na adolescência),  me dizia que eu sempre fui linda.
Pena que as coisas não foram tão fácil pra mim. Nunca gostei de mim de mesma, ou era gorda demais, ou magra demais, cabelos altos, secos, curtos. Defeitos que teoricamente nunca existiram.

Passei uma adolescência conturbada comigo mesma. Era inteligente por não me achar bonita, era falante para obter espaço e era carente para que a pessoas pudessem sentir "pena" de mim. Mal sabia eu que tudo que faltava era aceitação.
Saí da adolescência fui pra faculdade, cresci, virei adulta, casei. Achei que tinha me aceitado, não precisava ser mais o que os outros esperavam que eu fosse.

Me enganei.

A vida é mesmo uma surpresa. E a surpresa maior acontece exatamente quando achamos que temos certeza de quem somos.

Aos 25 anos fui fazer a minha lista de 30 coisas antes do 30.
Coisas legais e interessantes que quero fazer antes de completar 30 anos de idade.  Ao fazer essa lista reparei que uma das coisas que queria fazer, era me conhecer. Como assim aos 25 anos eu não me conhecia? Essa era a pura verdade! 

Quem era eu por trás do cabelo alisado, de um rosto maquiado, e das unhas feitas?
Orei a Deus e pedi para que ele me mostrasse uma forma de me conhecer, e após esse conhecimento, que eu pudesse me aceitar da maneira que eu sou.

A reposta que obtive foi: "Se aceite do jeito que você é". Uma reposta que foi meio confusa pra mim, no início, até quando vi esse vídeo da Rayza Nicácio. 
Entendi, que o corpo, o cabelo, tudo que define é o que você é. Sua essência. Sua forma. Sua personalidade.
Mais oração.

E aí, assim como algumas pessoas pensam, em  belo dia eu resolvi lavar os meu cabelos e deixa-los secar naturalmente ao vento. Ficou horrível. Fiquei uma semana torcendo pra não encontrar ninguém na rua, morrendo de vergonha de ir trabalhar. 
No fim de semana, inventei várias desculpas para não sair de casa. Não queria desistir de me aceitar, não queria escovar os cabelos, mas, também não me sentia bem.

A luta dentro de mim era forte. A Bruna que eu "inventei" querendo matar a Bruna que eu era e que quero voltar a ser. Chorei, chorei e achei que tudo seria mais difícil que eu pensava.

Cheguei em casa em uma segunda triste e fria e passei as tesouras do cabelo. Assim, sem pensar, sem dó, sem medo, sozinha.

Chorei de novo. Não de arrependimento, não de dor, nem de dó, mas de LIBERDADE!
Uma sensação linda, estranha e avassaladora tomou conta de mim. Eu era eu de novo.
Sem prancha, sem química, cabelos livres, leves e estranhos.

O melhor momento da minha vida começou ali. Aquela liberdade que eu tive na infância é a mesma que Deus me deu agora.

Está lindo meu cabelo? Sim! 
Está com forma? Não
Está do jeito que eu sonhei? Não.
Está maravilhoso? Sim! 
Valeu a pena? Demais

E tudo foi assim (bem resumido). 
Naquele lindo dia que eu resolvi me aceitar!


1° dia de cabelo natural 07/09

1° semana 10/09

Corte 14/09

1° semana 18/09

Hoje 01/10







terça-feira, 8 de outubro de 2013

Comer e não se arrepender

A busca pelo corpo perfeito me incomoda demais. 
Sempre fui magrinha e magrinha até os meus 19 anos. 
O meu corpo não me incomodava, não tinha dificuldade pra comprar roupas.
Mas sempre ouvia críticas que estava magra demais, que poderia ganhar um corpinho, etc.
Ganhei um corpão. Engordei além da conta.
Me perdi na comida, perdi o controle do peso. Fiquei triste demais.
Não percebi que estava ficando ruim comigo mesma.
As mesmas pessoas que mandaram eu ganhar um corpinho, 
agora me diziam que eu precisava perder um pouco de peso. Aff.
Comecei a me incomodar e entrar em colapso. 
Não parei de comer doces e então nada que fazia reduzia meu peso. 
Até a minha mãe me incentivar e eu começar a me cuidar um pouco.
Emagreci dez quilos, mas como estava muito gorda, nem deu uma grande diferença.
Tudo bem. Fiquei bem melhor com meu corpo. 
Mas alguma coisa ainda me incomodava.
Fiquei pouco tempo feliz com o novo peso. Entrei na academia, e comecei a fazer dietas malucas. 
Claro, não foi pra frente. Mas ainda continuei insatisfeita com meu corpo.
Faço caminhada, pulo corda e nada. 
O peso é o mesmo, a ansiedade é a mesma. E ponto.
Acordo insatisfeita do corpo. 
Só queria comer e não me arrepender de mais nada.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Os sonhos possíveis são:

quando se tem Jesus na sua vida.
quando você tem fé.
quando você se permite sonhar.
quando você acredita.
quando você se entrega.
quando você não "fofoca" para um monte de gente invejosa.
quando você luta.
quando você vai atrás sem medo de errar, cair ou levar um não.
quando você tem um parceiro para te ajudar.
quando você quer muito.
quando se torna um objetivo de vida.
quando você sonha todas os dias.
quando você realiza um e sonha outro.


Então Bruna, o que está fazendo aqui?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Seja feita a vontade de Deus

Era um sonho de garota. Posso dizer que era apenas um sonho mesmo, algo distante da minha realidade social e financeira. Tinha apenas uma habilidade de escrever bem, tirar total em trabalhos de escrita, se destacar em atividades de produção e interpretação de texto. Alguns cadernos de desabafos, imensos diários escritos e histórias contadas sobre eu mesma; tudo que mostrava minha habilidade com as letras.  Era só isso até chegar o ano do vestibular. Jornalismo era a palavra do momento em minha vida. Noites estudando, lendo livros, assistindo jornais um atrás do outro em emissoras diferentes. Virou um sonho compulsivo. Não tinha dinheiro para entrar na faculdade, o jeito era federal ou pro-uni. Deus meu deu uma bolsa integral do pro-uni. Felicidade total, sem palavras. Eu vivendo algo tão distante da minha realidade, e realizando além do meu sonho, o sonho da minha mãe. Ia ser alguém na vida. Foram 4 anos de lutas, de apertos, de aprendizados, descobertas. Tudo era realmente um sonho de realizando a cada dia. Em todos os meu diários escritos esse era meu maior sonho. Sabia que não seria fácil. Tive dificuldade financeira durante o curso, um trabalho que consumia toda a minha energia, queda de desempenho. Lutas que venci. Formei. E descobri que tudo era mesmo um sonho de garota. Sou jornalista por vocação e por diploma. Não exerço a profissão, não consegui ingressar na área. Estou frustrada. Era somente um sonho de garota que teve a possibilidade de se tornar realidade. Nunca quis dizer: "sou jornalista, mas não exerço a profissão".
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Estou hipnotizada

Não tiro os olhos das páginas. Aquela sensação de preenchimento me domina no momento em que vou acompanhado as letras entre as linhas. Da última me vez que me senti assim, me lembro de estar lendo Sidney Sheldon e me agraciando com as reportagens feita por Dana Evans em "O céu está caindo". Nunca me debrucei por tanto tempo em livro, e nunca gostei de continuações da mesma história. Mas Christian e Anastásia estão me dominando. Já li o primeiro livro e estou no segundo de uma série de três. Leio 100 páginas sem nem sentir. Me derramo naqueles diálogos simples e ao mesmo tempo estonteantes. Como sempre a imaginação me coloca dentro dessa história intrigante, sensual e ao mesmo tempo sem sentido. É simplesmente irreal e isso é o que mais me fascina. Quando não estou lendo, tenho que estar com o Diego, é o único jeito de me sentir mais que preenchida. Mesmo assim, se tornou um vício. Li 500 páginas do primeiro livro que minha mãe me emprestou "Cinquenta tons de cinza" em quatro dias. Me desesperei em pensar que não poderia ler o próximo "Cinquenta tons mais escuros". Santo google, pesquisa rápida e encontra a versão em pdf no blog Leitoras Compulsivas. Fico feliz em saber que não sou só eu que estou mastigando esse livro loucamente. Quando Diego chega do trabalho, faço questão de contar cada detalhe lido, pra me lembrar da paixão e da loucura descrita em cada linha. Coloquei o livro em meu telefone, não consigo me imaginar sem ler nem quando o computador estiver desligado. Já estou me preparando para continuação no livro três "Cinquenta tons de liberdade"; e aí sim acabar com essa saga hipnotizadora.
 
 
FIM.
PS: Desculpe, mas tenho que ler.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ela será madrinha!



Ela já o ama, muito; isso ninguém pode negar. O coração dela acelera só de pensar no rostinho que ele pode ter, quando ele mexe então na barriga da cunhada, todos os cabelos do seu braço arrepiam. É lindo. Lucas Gabriel. 7 meses na barriga e uma tia de primeira viagem. Não dá pra esconder a ansiedade de vê-lo nascer. Ela vê as roupinhas. E se sentiu extremamente homenageada com  segundo nome que o Lucas irá receber. Está igual boba, preocupada até com que roupinha ele irá sair da maternidade. Pergunta sempre pela cunhada, e tudo que vê que comprar de presente. É um sentimento único que ela sente, nunca sentiu isso por ninguém. Já imagina a festa de um ano, e a vozinha doce a chamando de titia. Será moreno? Sim, a teoria que ela tem é que irá puxar o seu irmão. Os 2 meses restantes parece uma eternidade.  Mal sabia ela do que a esperava. em um domingo pacato, entendiante até, ela recebe a notícia da boca do irmão: " _Você será a madrinha"! No momento uma emoção a consome. 1° sobrinho, e ela madrinha? Perfeição. Uma alegria invade seu peito. Não sabe se ri, não sabe se chora, fica em estado de choque. Ela será madrinha!

 


PS: Essa foi uma das notícias mais incríveis que tive na minha vida. Nunca imaginei que meu irmão mais novo e chato me daria essa honra. Até agora estou estasiada. É lindo, é forte, é maravilhoso!









 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Dinâmica de grupo

Você chega e fica olhando tudo e todos ao seu redor. Começa a ficar insegura com a roupa e a arrumar cada detalhe do cabelo. Repara em cada detalhe das outras candidatas, desde os sapatos, até as unhas só para ter certeza de que você não exagerou, e que veio com a roupa certa. Tenta se lembrar de cada parágrafo que você leu sobre a história da empresa e de detalhes importantes. Fica imaginando na sua cabeça cada palavra que vai dizer para conquistar a vaga, cada frase feita e cada palavra de impacto para conquistar a psicóloga. Começa a se lembrar das entrevistas em que obteve sucesso e imagina  uma receita mágica para conseguir o emprego. Coração super acelerado, várias coisas que passam ao mesmo tempo na cabeça e o super ego dizendo que você é melhor que as outras e vai conseguir. De repente todas são chamadas, seu coração começa a sair pela boca. Todas se sentam em uma mesa redonda e começam a se olhar atônitas; aposto que todas compartilham da mesma insegurança. Entra a responsável pela empresa que vai conduzir a primeira etapa eliminatória. Fala um pouco da empresa, diz coisas vagas e começam os testes. Um texto pra escrever. Tudo que está na sua cabeça some de repente, e você vê todas as candidatas com a metade da folha branca escrita e você nem sabe sobre o que vai discorrer. Começa a dar um desespero. Você começa a ter ideias e coloca no papel, mas o resultado do texto não te deixa feliz. Todas sentadas na mesa redonda  começam a se soltar e compartilhar seus medos. A psicóloga volta e pede a cada um pra falar sobre você. Você já sabe, afinal ficou ensaiando enquanto esperava. Sua vez, você trava, fala pouco, a psicóloga sorri, elogia seu tom de voz e agradece.  Você relaxa, mas acredita que poderia ter sido bem melhor.  A psicóloga diz: "quem receber um e-mail não foi aprovado para próxima etapa, quem passar receberá uma ligação" . Vai embora e no outro dia fica aguardando aquela tão sonhada ligação. Metade de você ainda confere o e-mail pensando que não foi dessa vez. Até agora nenhuma resposta, apenas ansiedade.